segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Socialização e enculturação

Por socialização entende-se o processo pelo qual os indivíduos humanos se tornam membros da sociedade. Costumam distinguir-se dois modos de socialização principais: a socialização primária que leva um indivíduo  a ser integrado numa dada sociedade; socialização secundária que concerne às dimensões de assimilação e adaptação permanentes dos membros da sociedade ao longo da sua vida.
Também se pode incluir no conceito de socialização a transmissão e assimilação da cultura entre as sucessivas gerações. Trata-se sempre da integração dos indivíduos na estrutura social através da interiorização das ideias, valores, normas e códigos simbólicos ou cultura.


Todo o Homem recebe da família e da sociedade um amplo conjunto de regras de conduta que lhe ditam o comportamento em individual e em grupo. Chamamos-lhes, vulgarmente, educação.

Começamos a ser educados logo ao acabar de nascer: dão-nos mais ou menos banhos, trocam-nos as fraldas, limitam-nos o choro, exigem que façamos gracinhas, que aprendamos a falar, a comer, a estar calados, a escrever, a ler, a comportarmo-nos, a não dizer palavras impróprias da nossa idade, a tratar as pessoas mais velhas, mais ricas, mais fortes, mais poderosas, de certa maneira deferente, a brincarmos com os objectos supostamente adequados ao nosso sexo, a conviver cordialmente com os outros, a estudar, a trabalhar, a não dizer mentiras, a não roubar, enfim, numa palavra, a sermos cidadãos decentes e responsáveis. Tudo isto nos ensinam, embora muitos de nós fujamos às regras e, por isso, caiamos sob a alçada da punição paterna, escolar, policial, judicial. 

A todo o processo vulgarmente designado por educação, dão os sociólogos o nome de socialização e os antropólogos o de enculturação. Para uns, trata-se de integrar o indivíduo na sociedade, para outros, de lhe transmitir a cultura do grupo onde estão a crescer. A socialização ou enculturação são processos que duram toda a vida.







A Socialização Primária e a Socialização Secundária

A continuidade e o dinamismo da personalidade em constante transformação, como se de uma construção permanente se tratasse, resultam do facto de vivermos em comunidade e de tudo a quanto isso obriga. 
Quando nascemos, deparamo-nos com um mundo já organizado, com regras, normas e princípios, a que nos vamos adaptando. Quando crescemos, vamos para a escola e aprendemos coisas novas, conhecemos colegas e professores muito diferentes, às vezes com regras um pouco diferentes das que trazíamos da infância.Depois, já adultos, vamos para o mundo do trabalho e a necessidade de readaptação permanece: novos colegas, diferentes organizações, responsabilidades acrescidas... A este processo de adaptação e readaptação, que vai desde o dia em que nascemos até ao fim das nossas vidas - atribui-se o nome de socialização. À primeira parte deste processo, isto é, os primeiros anos de vida em que vamos integrando as regras básicas de convivência necessárias à vida de todos os dias, dá-se o nome de socialização primária. Nesta fase os agentes de socialização, isto é, os meios por intermédio dos quais me apercebo das regras a integrar, são a família, os vizinhos, a escola e os grupos de amigos. A segunda parte, na socialização secundária  ocorre ao longo da vida e sempre que há mudanças ou necessidade de adquirir novas competências. Desta feita, os agentes de socialização, variam consoante o rumo que dermos às nossas vidas: empresas, sindicatos, partidos políticos, associações recreativas, religiosas, culturais...
http://ceinformaticos.blogspot.pt/2011/10/socializacao-primaria-e-secudaria.html

Os Agentes de Socialização
A Família, primeiro, e depois a Escola eram tradicionalmente os lugares privilegiados da socialização.
Contudo, hoje, é possível dizer que perderam o seu peso para outras instâncias de que, desde muito cedo, os jovens sofrem a sua influência, para o melhor e para o pior. A Televisão e a Internet são autênticas «escolas paralelas», que associadas à moda, aos grupos de pares, e à publicidade instituem o «verdadeiro espírito» da socialização.
A Família é o primeiro lugar privilegiado para o desenvolvimento das capacidades e para a aquisição dos comportamentos, valores e atitudes. Segue-se a Escola, seja em termos formativos, seja em termos de instrução, ainda que a este respeito se exija cada vez menos para não baixar o sucesso escolar. A grande concorrente da escola tradicional é a Televisão, por um lado, e a Internet, que se constituem como verdadeiras «escolas paralelas». Em Portugal, os programas televisivos mais vistos são as telenovelas,  os concursos, os programas de entretenimento, de  «espectáculos de realidade» e outros semelhantes. Na internet, os jogos online, os filmes em «streaming», as redes sociais tipo Messenger, Hi5 ou Facebook, são a grande fonte de atracção dos jovens, devido à instantaneidade comunicativa que proporcionam, quer em termos de entretenimento quer em termos de ocupação dos tempos livres. Para além disso, a internet permite aprendizagens não menos
rápidas (consultar a Wikipédia, cortar-colar-imprimir, ou fazer o mesmo, «googlando»). O jovem aprende, assim, a passar de uma coisa para outra sem se fixar em nenhuma. A moda da internet tem uma força considerável sobre os jovens. A Moda, ela própria, visando o consumo, estabelece uma padronização: estar ou não estar na moda. Nada disto é possível sem a Publicidade que na maior parte das vezes não é outra coisa senão o discurso manipulador que confunde os consumidores, persuadindo-os.
http://www.seronline.pt/default.aspx?canal=41&artigo=122






Atividade:

1. Veja o vídeo e construa um texto que explique a história tendo por base a  forma como nela é representada a relação entre o indivíduo e a sociedade.

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