quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O mito de Prometeu

Estátua do escultor José Rodrigues (Universidade do Minho)

A Criação do Homem: O Mito de Prometeu, Epimeteu e Pandora

A história da criação do homem iniciou-se com o titã Epimeteu quando este criou todos os seres da Terra e a cada um atribuiu uma característica específica. Quando Epimeteu criou o homem da argila, já não sabia que atributo mais dar à sua mais nova criatura que pudesse diferenciá-la das demais espécies, pelo que pediu ajuda ao seu irmão, o titã Prometeu, para que o ajudasse nesta escolha tão delicada e difícil.
Conta o povo grego antigo que o titã Prometeu – ‘aquele que prevê o futuro’ - roubou de Hélio, deus do Sol, a chama que daria o sopro da inteligência ao ser humano. A intenção de Prometeu, ao ajudar o irmão, atribuindo a inteligência ao homem, era que este ajudasse Gaia, a deusa Terra, a cuidar de toda a criação.
No princípio do mundo, o ser humano era imortal e assexuado, portanto, não era motivo de preocupação para os deuses. Porém, ao receber tal atributo, o homem passou a comandar os demais seres da Terra e isso não agradou nada a Zeus, o pai dos deuses. 
Bastou isso para que Zeus tomasse uma decisão: castigar severamente Prometeu por dar aos homens o fogo e a inteligência para manuseá-lo! E assim o fez. Sob as ordens do poderoso Zeus, Prometeu foi preso e condenado a ficar acorrentado sobre um penhasco onde, durante o dia, uma águia gigante vinha para lhe comer o fígado. Enquanto a ave rasgava as entranhas do titã, este sofria terríveis dores e os seus urros eram ouvidos muito além da montanhas mais altas e distantes da Grécia. Quando a noite chegava e a águia se ia embora, o fígado de Prometeu regenerava-se. E, ao amanhecer, tudo se reiniciava: a gigante águia voltava a devorar o fígado de Prometeu e o seu sofrimento recomeçava.
Prometeu sabia o que lhe aconteceria caso ajudasse Epimeteu, mesmo assim cumpriu o que havia dito. Antes, porém, entregou ao irmão uma caixa fechada e pediulhe que a guardasse de forma a que ninguém pudesse abri-la, pois nela estavam guardados todos os males que poderiam afligir a raça humana, inclusive o maior de todos os males, aquele que mataria a esperança nos corações humanos. 
Epimeteu – cujo nome significa “aquele que reflete tarde de mais” - escondeu a caixa a fim de impedir que aqueles males viessem a destruir sua criação.
Quando os homens começaram a devastar a Terra, os deuses ficaram extremamente revoltados, reuniram-se e resolveram criar a mulher perfeita, com todos os dons, para enviar a Epimeteu a fim de seduzi-lo. Por detrás desta atitude "aparentemente bondosa" dos deuses, porém, estava uma intenção extremamente cruel, já que Pandora (esse foi o nome que deram à primeira mulher) também herdara o dom da curiosidade. Pandora era muito especial! Mulher de todos os dons realmente! Recebera de cada deus um dom especial: Vênus deu-lhe a beleza; Mercúrio, a persuasão; Apolo, a música...
Epimeteu foi seduzido por ela assim que a viu e, sem refletir sobre o que estava a acontecer (o que era habitual nele), envolveu-se com Pandora e depois caiu num sono profundo. Foi neste momento que a mulher aproveitou para matar a curiosidade e descobrir o que havia dentro da caixa que o seu amante guardava com tanto zelo. Para sua surpresa, de repente, todos os males que poderiam ameaçar a vida da espécie humana sobre a fugiram de dentro daquela pequena caixa. Sentimentos como a inveja, o ódio, o ciúme, o despeito, a vingança, a intolerância; doenças como a pneumonia, o reumatismo, a hepatite;  pragas e desgraças; tudo começou a assolar a vida dos seres humanos! Quando o maior dos males se prestava a sair para acabar com o sentimento da esperança, Pandora, rapidamente, conseguiu fechar a caixa, evitando, assim, uma desgraça maior.
Esta foi a história contada pelos ancestrais gregos há mais de três mil anos para explicar a criação do homem e o caos em que ele vivia após desobedecer aos deuses a quem deveria manter-se fiel.
Eliene Percília (texto adaptado).
Texto copiado Aqui

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